O 50º aniversário da independência dos PALOP é ocasião para celebrações de naturezas distintas e de reflexões que, para lá da análise do passado colonial, olhem o futuro. Neste evento, pretende-se fazer uma incursão, necessariamente breve, pelas ricas culturas das nações independentes que se reorganizaram politicamente desde 1975, pelo modo como essa criatividade contribuiu também para os processos de independência, como se deixou afetar pelos conflitos que, nalguns casos, ainda subsistem, e como se atua e que o faz – nessas discórdias. A ênfase é dada à arte, à música e à literatura, fascinantes e mágicas em tantos casos, na construção da nação e das identidades coletivas. São muitas as criações sob várias formas que refletem sobre a história, como várias são as imagens que circulam entre os países pós-coloniais, criando visões para o futuro e tendo como pano de fundo os desafios atuais. Os estreitos laços sociais, económicos e políticos entre Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Portugal constituem o pano de fundo comum em que se situam as identidades pós-coloniais e as obras artísticas para dar forma ao legado e às ideias de independência hoje e no futuro.
São estes os temas cheios de complexidade, mas também de estética e de intencionalidade, que quereríamos abordar.
Propomos o seguinte programa, convidando o público a levantar as questões que entender aos oradores:
18h00 Mensagens de boas-vindas
18h15 Conversa com Welket Bungué (Cineasta, Berlim) Moderação: Robert Stock (Instituto de Estudos Culturais, Humboldt-Universität zu Berlin)
19h00 Mesa-redonda: Arte, Identidade, Independência
Uma conversa com Márcio Carvalho (artista plástico, curador de arte, Lisboa) e Manuela Sambo (artista plástico, Berlim)
Moderação: Ineke Phaf-Rheinberger (Instituto de Românicas, Justus-Liebig-Universität Gießen)
20h00 Receção