No encerramento de um colóquio sobre os 40 anos de vida literária do escritor português António Lobo Antunes, que decorreu no passado sábado na Fundação Calouste Gulbenkian, o Presidente da República atribuiu ao autor a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade. Este título honorífico, que já foi também entregue, por exemplo, ao escritor Fernando Namora ou à pianista Maria João Pires, pretende destacar personalidades que se tenham batido pela liberdade, justiça social, pelos ideais republicanos e democráticos. Marcelo Rebelo de Sousa justificou a decisão com a ideia de que a escrita e pensamento de Lobo Antunes contribuíram para a liberdade em Portugal.

Apesar de nunca ter ganhado, António Lobo Antunes é, há muito tempo, apontado para o Nobel da Literatura. O escritor tem uma vasta obra publicada e, boa parte dela, editada na Alemanha. Com um total de 33 livros traduzidos para alemão, António Lobo Antunes está, ao lado de Fernando Pessoa e José Saramago, entre os escritores de língua portuguesa mais traduzidos e conhecidos na Alemanha.